
Copa do Mundo 2026 deve impulsionar o varejo mesmo com juros altos
A Copa do Mundo de 2026 surge como uma das principais oportunidades para o varejo brasileiro em um cenário ainda marcado por juros elevados e maior cautela do consumidor.
Mesmo diante de desafios macroeconômicos, os dados mostram que grandes eventos esportivos continuam capazes de mobilizar compras, aumentar o fluxo nas lojas e estimular categorias estratégicas para a indústria e o varejo.
Copa do Mundo 2026 terá maior duração e 43% dos jogos em horário noturno
Nossos dados mostram que o futebol continua sendo um fenômeno de massa no Brasil, mobilizando cerca de 95% da população.
Mesmo consumidores que acompanham o esporte apenas durante o Mundial tendem a alterar seu comportamento de compra durante o período.
A edição desse ano apresenta características que podem potencializar ainda mais esse movimento. Pela primeira vez, a competição contará com 48 seleções, 104 partidas e duração de 39 dias.
Na prática, isso significa mais momentos de consumo distribuídos ao longo de várias semanas, ampliando as oportunidades para o varejo capturar demanda.
Outro fator relevante está no horário dos jogos. Cerca de 43% das partidas ocorrerão entre 19h e 23h, período que tradicionalmente favorece encontros em casa, confraternizações e compras relacionadas ao consumo social.
Efeito partida: quando o consumo acontece antes do apito inicial
Um dos principais achados do estudo é que o maior impacto para o varejo não ocorre durante os jogos, mas nas horas que os antecedem.
Os dados mostram que o fluxo nas lojas cresce 6,7% no dia anterior às partidas. Nas duas horas antes do início dos jogos, as transações avançam 19,1%. Durante as partidas, porém, o movimento recua 15,4%.
Em torneios de grande porte, como a Copa do Mundo, esse comportamento se torna ainda mais intenso. O aumento das compras no período pré-jogo pode ultrapassar 69%, enquanto o fluxo durante os confrontos registra quedas superiores a 60%.
Copa do Mundo muda a composição da cesta de consumo
Além de aumentar o volume de vendas, o torneio também altera significativamente o perfil de consumo dos brasileiros.
Os consumidores deixam de priorizar apenas itens de reposição do dia a dia e passam a buscar produtos ligados à conveniência, socialização e entretenimento. Categorias como carnes, snacks e bebidas aparecem entre as mais beneficiadas.
Entre os destaques observados em eventos esportivos anteriores estão:
- Churrasqueiras: crescimento de até 227%;
- Pipoca para micro-ondas: aumento de 120%;
- Amendoins salgados: alta de 86%;
Também é possível observar mudanças dentro das próprias categorias. Cortes de carne voltados para compartilhamento, por exemplo, apresentam desempenho superior aos produtos destinados ao consumo individual.
Veja aqui a matéria completa da Forbes e saiba mais sobre nosso estudo da Copa do Mundo de 2026.
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