
Consumidor troca ultraprocessados por alimentos in natura
O consumo de alimentos in natura no Brasil vem ganhando força e já impacta diretamente o carrinho do brasileiro, que hoje tem menos ultraprocessados e mais alimentos frescos e proteínas. É o que mostram nossos dados, que analisaram o comportamento de compra entre 2022 e 2025 e identificaram uma mudança consistente no padrão de consumo.
A busca por uma alimentação mais saudável deixou de ser tendência e passou a orientar decisões no ponto de venda. Ao mesmo tempo, o consumidor busca equilibrar qualidade, praticidade e orçamento, redesenhando prioridades dentro do supermercado.
Alimentos frescos avançam e lideram crescimento no varejo
A mudança do consumo para alimentos in natura fica evidente no desempenho das categorias. Os perecíveis foram a única cesta a crescer em vendas no último ano, com alta de +5,7%, impulsionada por proteínas, frutas, legumes e verduras.
Alguns números ajudam a dimensionar essa virada. A água lidera o crescimento, com alta de 59,6% em volume. Frutas in natura avançaram 33,9%, enquanto ovos cresceram 24,3%. Também registraram alta a sardinha enlatada (19,6%) e o queijo (17,3%).
Ultraprocessados e mercearia básica perdem espaço
Na outra ponta, categorias tradicionais vêm perdendo relevância no carrinho. A massa instantânea recuou 16,6% em volume no período, enquanto o açúcar caiu 14,2%. Hambúrgueres tiveram retração de -11,2%, seguidos por sucos prontos (-11%) e biscoitos (-10,1%).
As bebidas alcoólicas também registraram queda, com recuo de 6,7%, puxado principalmente pela cerveja.
A base da alimentação não escapou: a mercearia básica como um todo caiu 8% entre 2022 e 2025, enquanto o consumo de itens como arroz e feijão segue em trajetória de queda no longo prazo.
Praticidade cresce, mas com novo perfil
Apesar da maior preocupação com a saúde, o consumidor não abriu mão da conveniência, o que mudou foi o critério de escolha.
As refeições prontas (feitas em rotisserias) mais que dobraram no período, com crescimento de 105,7%. Categorias como tortilhas e wraps avançaram 60,4%, e os pratos industrializados cresceram 20,4%.
Por outro lado, produtos como lasanha e hambúrguer não acompanharam esse movimento, indicando um consumidor mais seletivo: ele busca praticidade, mas não qualquer tipo de produto.
Suplementos disparam e ganham espaço nas gôndolas
Outra mudança relevante é o avanço dos suplementos alimentares. Itens como whey protein e creatina registraram crescimento de 440% no consumo nos últimos três anos.
Bebidas refletem consumo mais consciente
O comportamento mais atento à saúde também impacta o consumo de bebidas. Enquanto as alcoólicas recuam, as não alcoólicas crescem +8,3%, com destaque para versões sem açúcar.
Refrigerantes, por exemplo, avançam impulsionados por opções com menor teor ou ausência de açúcar, reforçando a adaptação do consumidor dentro da categoria.
Consumidor busca equilíbrio, não ruptura
Mesmo com a mudança para alimentos in natura o consumo não se torna radical. Há espaço para equilíbrio.
Produtos como balas, pirulitos e goma de mascar cresceram cerca de 25%, mostrando que o consumidor continua incluindo indulgências na rotina, mas de forma mais moderada.
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