
Primeiro tri do ano cresce 1,4% em faturamento e fica abaixo da inflação
O crescimento do consumo no varejo alimentar, foi sustentado pelo aumento de preços (+3,6%), evidenciando um consumo mais pressionado e seletivo. Enquanto as unidades vendidas recuaram −2,1%. Na prática, o consumidor está comprando menos, mas pagando mais — um movimento que redefine o mix de consumo.
Consumo no varejo desacelera e carrinho fica menor
Os dados mostram uma mudança clara na jornada de compra. O consumidor reduziu o tamanho do carrinho, com queda de −2,5% nos itens por ticket, mesmo com fluxo praticamente estável nas lojas (+0,2%).
No mês de março, essa tendência se intensifica, com desempenho ainda mais fraco: faturamento praticamente estável (+0,1%) e queda de −3,6% nas unidades.
Parte desse resultado foi impactado pelo calendário. Em 2025, o Carnaval caiu em março e impulsionou vendas. Em 2026, a data foi antecipada para fevereiro, deixando uma base de comparação mais difícil, especialmente para bebidas. Além disso, o clima mais ameno também contribuiu para a retração, levando a uma queda de −13,3% nas unidades dessa cesta.
Premiumização no varejo alimentar muda o mix de consumo
Nesta edição do Radar, a análise especial do economista Ricardo Amorim traz destaca que o varejo vive uma mudança estrutural no perfil de consumo.
Segundo ele, produtos mais sofisticados e itens de maior valor agregado vêm crescendo, enquanto categorias básicas como arroz, açúcar e feijão apresentam retração.
Segundo o economista, o crescimento dos gastos com apostas, especialmente entre a população de menor renda, gera impacto direto no consumo de itens básicos.
Ao mesmo tempo, o aumento da renda disponível para a classe média, tem estimulado o consumo de produtos de maior valor agregado. Confira a análise no estudo completo.
Mercearia e bebidas mostram efeitos opostos no consumo em março
Por conta do efeito calendário de uma Páscoa que aconteceu parte ainda em março,
categorias ligadas à sazonalidade impulsionaram resultados, como o ovo de Páscoa que cresceu +361,4% e o chocolate, +50,7%, impulsionando a cesta de Mercearia que cresceu +10,7% em valor.
Do outro, categorias ligadas ao calor e a comemoração, sofreram com um Carnaval que esse ano caiu em fevereiro. A cesta de bebidas, por exemplo, registrou queda de −6,7% em valor e −13,3% em unidades.
Desempenho por canal reforça desigualdade no consumo
No acumulado do ano, o atacarejo registrou queda de −1,0% em valor e −3,8% em unidades, sendo o único formato com retração real. Esse resultado reforça a pressão sobre o consumidor mais sensível a preço e que busca economia em compras maiores.
Já os supermercados apresentaram crescimento de +2,5% em valor, mas com retração de −1,1% em unidades. Isso indica que o crescimento do canal não veio do aumento de consumo, mas sim do repasse de preços (+3,7% no preço médio).
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