
Volume cresce no ano, mas fevereiro derruba consumo no varejo alimentar
O consumo no varejo alimentar desacelerou em fevereiro de 2026, mesmo com o Carnaval ocorrendo no mês, ao contrário de 2025, quando a data caiu em março. Nas mesmas lojas, o setor praticamente ficou estável em faturamento nominal (+0,2%), resultado sustentado exclusivamente pelo aumento do preço médio por unidade (+3,3%).
O consumo, no entanto, recuou. As unidades vendidas caíram –3%, refletindo uma redução relevante no fluxo de consumidores nas lojas (–4,5%). Mesmo com um aumento de 1,4% nas unidades por ticket, o movimento não foi suficiente para compensar a menor frequência de clientes.
Quando analisado o universo total de lojas, o cenário mostra uma dinâmica um pouco diferente: o volume vendido ficou praticamente estável (+0,1%), enquanto o faturamento cresceu +1,3%, com retração de –1,9% nas unidades.
Bebidas puxam queda no varejo alimentar em fevereiro
A principal contribuição negativa no consumo no varejo alimentar veio da cesta de bebidas, que registrou retração de –8,4% em unidades vendidas. Mas, obteve um leve crescimento em faturamento, de +0,5%.
O resultado em valor foi sustentado pelo aumento de preços e pelo avanço de algumas categorias específicas, como:
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Conhaque: +48,1%
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Aperitivos: +21,3%
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Misturas alcoólicas: +19,7%
Mesmo sem registrar as maiores quedas percentuais em unidades, as bebidas não alcóolicas tiveram impacto relevante no resultado da cesta, devido à elevada participação dentro do segmento:
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Suco: –10,7% em faturamento / –15,4% em unidades
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Refrigerante: –3,5% em faturamento
- Cerveja: –3,4% em faturamento / –12% em unidades
Mercearia e produtos básicos também pressionam o resultado
A Mercearia respondeu por 13% da queda em unidades, com retração em categorias indulgentes como:
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Chocolates: –6,5%
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Biscoitos: –5,1%
Apesar da queda em unidades, o faturamento da cesta avançou +4%, impulsionado pelo aumento de preços.
Já a Mercearia Básica registrou a maior retração entre as cestas com queda de –10,3% no faturamento. A redução no preço médio de itens essenciais como arroz, feijão e açúcar não foi suficiente para estimular crescimento nas vendas em unidades.
Supermercados sustentam faturamento enquanto atacarejo recua
Na análise por canal, o varejo alimentar apresentou comportamentos distintos.
Os supermercados sustentaram o faturamento nas mesmas lojas:
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+1,5% em valor
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–1,6% em unidades
O desempenho foi impactado principalmente pela redução no fluxo de consumidores (–4,6%), mas compensado pelo aumento de preços.
Já o atacarejo apresentou o pior desempenho do período, com:
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–2,3% em faturamento
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–5,7% em unidades
A queda foi explicada pela combinação de menor fluxo de clientes e redução das unidades por ticket.
Desempenho regional mostra contrastes no varejo alimentar em fevereiro
Regionalmente, o desempenho do varejo alimentar em fevereiro apresentou diferenças relevantes.
Em faturamento Norte e Sul apresentaram forte retração de unidades:
- Norte: –3,8%
- Sul: –0,7%
Já Centro Oeste e Nordeste, mantiveram as unidades vendidas estáveis:
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Centro-Oeste: +2,8%
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Nordeste: +1,2%
Em unidades, a retração foi mais disseminada:
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Norte: –5,5%
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RJ/MG/ES: –4,3%
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São Paulo: –3,9%
Carnaval 2026 teve impacto menor no varejo alimentar
A cesta de Carnaval registrou desempenho inferior ao observado no ano de 2025
A comparação direta mostra queda em consumo e faturamento, influenciada principalmente pelo efeito calendário. Em 2025, o Carnaval ocorreu entre 28/02 e 05/03, concentrando vendas no início de março. Já em 2026, a data ocorreu entre 13/02 e 18/02, mais próxima do final do mês, período historicamente menos propício para vendas.
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