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Retail
3 min

Impacto da guerra no varejo brasileiro eleva custos e muda o consumo

O impacto da guerra do Oriente Médio acende alerta no varejo brasileiro, e já começa a desenhar um novo cenário para 2026, ainda sem reflexo direto nas gôndolas, mas com sinais claros de pressão nos bastidores.

Em entrevista à CNN, Priscila Ariani, nossa diretora de Marketing, explica que o mercado entrou em modo de cautela. A combinação de incerteza global, pressão sobre custos e risco logístico tem levado indústria e varejo a revisarem decisões que afetam diretamente preço, estoque e consumo.

 

Guerra no Oriente Médio impacta a lógica de estoque no varejo brasileiro

Esse movimento já é percebido dentro das empresas, principalmente na forma como estoques estão sendo geridos.

O primeiro movimento é preventivo: aumentar estoques para reduzir o risco de ruptura. Mas essa decisão traz um custo relevante.

Indústrias e varejistas estão recalibrando seus níveis de estoque para equilibrar dois riscos: a falta de produto e o excesso de capital imobilizado. Em um cenário instável, a eficiência dá lugar à proteção.

O desafio está em encontrar o ponto de equilíbrio. Estoques elevados aumentam custos de armazenagem e pressionam o fluxo de caixa, enquanto níveis insuficientes ampliam o risco de ruptura e perda de vendas.

 

Impacto da guerra no varejo brasileiro pressiona preços e consumo

Outro efeito, segundo Priscila, é a pressão sobre custos que ainda não chegou totalmente ao consumidor, mas já traz sinais relevantes.

Produtos dependentes de petróleo, gás e fertilizantes — especialmente alimentos básicos e perecíveis, tendem a ser os mais afetados. Priscila reforça esse movimento: durante a guerra na Ucrânia, o aumento desses insumos elevou significativamente o preço de categorias como o leite, meses após o início do conflito.

Com margens apertadas, principalmente em produtos comoditizados, o repasse de custos se torna inevitável. O efeito é claro: preços mais altos desaceleram o consumo.

 

A taxa Selic pode sofrer alterações

A pressão inflacionária pode mudar a trajetória esperada da taxa Selic. Caso os preços avancem de forma consistente, a expectativa de queda pode dar lugar à manutenção dos juros em níveis elevados.

Isso afeta diretamente o consumo, reduzindo o poder de compra e desacelerando o ritmo do varejo.

 

Cenário atual não repete comportamento da pandemia

Diferente do que foi observado em 2020, não há um movimento de pânico do consumidor.

O cenário atual é marcado por cautela e imprevisibilidade, principalmente em relação à duração do conflito do Oriente Médio e seus impactos na cadeia de abastecimento.

 

Priscila Ariani reforça o papel dos dados na tomada de decisões

Diante do cenário de guerra, a análise de dados se torna essencial para orientar decisões que impactam diretamente preço, estoque e consumo.

Decisões baseadas apenas em histórico deixam de ser suficientes. O acompanhamento constante do mercado permite ajustar rapidamente estratégias de estoque, preço e abastecimento.

Além disso, a proximidade entre indústria, varejo e parceiros logísticos se torna fundamental para antecipar riscos e evitar decisões extremas.

 

Assista a entrevista completa abaixo:

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