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Retail
3 min

Varejo alimentar mostra reação após longo período de queda

O consumo em janeiro mostrou reação após um longo período de retração e marcou um início de 2026 mais estável para o varejo alimentar. Depois de um dezembro difícil, o setor registrou crescimento de 2,9% em faturamento e estabilidade nas unidades vendidas.


O que impulsionou o consumo em janeiro

A cesta de Bebidas registrou crescimento de 6,8% em faturamento, impulsionada principalmente por cerveja (+6,4%) e refrigerantes (+9,0%), que avançaram apoiados em aumentos de preços. Em unidades, porém, o desempenho ainda foi negativo (–1,3%), refletindo a queda de 4,0% nas unidades por ticket, em linha com o comportamento observado ao longo de 2025.

Dentro do mix, bebidas não alcoólicas e funcionais, como chá pronto e energéticos, seguiram em expansão, enquanto parte das bebidas alcoólicas destiladas continuou pressionando o volume, indicando uma recomposição gradual do consumo em janeiro.

A cesta de Perecíveis foi a principal responsável pela sustentação do volume, com crescimento de 1,9% em unidades, compensando a retração observada em outras cestas. Dentro do grupo, frango, leite e queijos apresentaram desempenho positivo em volume, favorecidos pela redução de preços em parte do período.

As proteínas também tiveram papel relevante dentro da cesta de perecíveis no mês de janeiro. A carne bovina se destacou ao crescer simultaneamente em preço e unidades, resultando em avanço de 12,5% no faturamento.


Supermercados lideram desempenho no início de 2026

Na análise por perfil de loja, os supermercados lideraram o desempenho, com crescimento de 4,3% em faturamento e 1,1% em unidades, impulsionados principalmente pelos formatos menores, de até nove checkouts. O avanço foi sustentado pelo aumento das unidades por ticket e por uma dinâmica de preços mais favorável em relação ao atacarejo.

Já o atacarejo seguiu pressionado, com retração de 2,4% em unidades e recuo de 0,3% em faturamento, mesmo diante de um aumento de preços inferior à média do mercado. O desempenho reforça o padrão observado ao longo de 2025, quando o canal apresentou maior sensibilidade à queda no volume e à redução da frequência de compra.


Consumo em janeiro nas regiões do país

No recorte regional, todas as regiões apresentaram crescimento em faturamento, com exceção do Norte, que registrou leve retração. O destaque positivo ficou com o Centro-Oeste, que avançou 5,8%, sustentado de forma equilibrada pelo aumento de preços e pela expansão das unidades vendidas.

Por outro lado, São Paulo e o eixo MG/ES/RJ apresentaram desempenho mais fraco em unidades, refletindo um consumo ainda mais cauteloso nessas regiões e limitando um avanço mais consistente do faturamento.


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